Corretor de imóveis conta tudo sobre o ramo da corretagem

O corretor de imóveis André Coutinho começou sua carreira no ramo da corretagem em 1998, com 21 anos. Em 1974, o seu pai fundou a imobiliária Senzala. André, junto com sua irmã, começaram a sua jornada de corretores de imóveis assim, despretensiosamente e mal imaginavam que estavam embarcando em uma das profissões mais conhecidas do mundo.

Em entrevista para o Blog Loopimóveis, o corretor de imóveis contou tudo sobre a área: prós e contras, histórias engraçadas com clientes, falou sobre o mercado de trabalho, imobiliário e muito mais. Acompanhe abaixo a entrevista.

Antes de tudo

Antes de você se tirar o seu CRECI, André informou que é necessário fazer o curso TTI (Técnico em Transações Imobiliárias). O curso de TTI qualifica o futuro profissional da corretagem para atender com muito eficiência, as demandas do mercado de trabalho. As aulas são realizadas na modalidade a distância, garantindo flexibilidade para os alunos e permitindo a escolha dos horários e locais de estudo.

As provas, no entanto, são presenciais e precisam ser agendadas pelo próprio aluno, conforme o calendário de avaliações. O resultado das avaliações saem na hora, têm possibilidade de refazer as provas no mesmo dia e o melhor de tudo: sem taxa de reprova!

O mercado de trabalho

De acordo com André, o mercado de trabalho para os corretores de imóveis é bem competitivo. Mas um bom atendimento ao cliente e uma boa postura de trabalho podem fazer toda diferença na hora de fechar bons negócios.

“É bem competitivo, no momento existem muitas ofertas no mercado, o que deixa o cliente indeciso também, mas com um bom atendimento e uma boa carteira de imóveis, tem lugar no mercado sempre pra quem quiser entrar”, disse.

Prós e contras da área

Assim como qualquer área de trabalho do país, a corretagem de imóveis sofre com as incertezas da política brasileira. com as oscilações do mercado, das construtoras e do número de ofertas dos imóveis nas cidades afetam como um todo o mercado de imóveis.

“Por conta disso, a sazonalidade é grande e é necessário aproveitar bem as épocas gordas do mercado para compensar os períodos de crise”, informou.

Conhecimentos que é preciso ter no ramo da corretagem

Primeiro de tudo, é necessário entender o mercado e a cidade que o corretor de imóveis escolher trabalhar. Outro ponto importantíssimo é analisar a fundo os imóveis que estiver vendendo, para que não haja surpresas negativas em relação a documentação, o estado de conservação do imóvel e etc.

“Alguns [corretores de imóveis] costumam ter sérios problemas de documentação ou entraves com a prefeitura local”, falou.

Dica para os corretores iniciantes

Saber ouvir o cliente é o primeiro grande passo a se dar nessa área. Pois só assim você conseguirá ajudá-lo e ele poderá te indicar para mais e mais pessoas. “É muito importante entender o que o cliente está procurando, para não oferecer opções equivocadas”.

André disse também que estudar bastante o mercado imobiliário é muito importante para o dia a dia de trabalho. Ler bastante, se informar e procurar estar atualizado dos acontecimentos do mercado é muito importante. “Hoje em dia os clientes vêm muito preparados para falar com a gente, pois as informações do mercado de imóveis estão distribuídas em todos os lugares. Então é preciso cada vez mais investir num atendimento de boa qualidade, para que o cliente se sinta confortável na escolha que fizer”.

Autônomo X empresa

Trabalhar tanto autônomo quanto para empresas tem os seus prós e contras. Por um lado, trabalhando por conta própria, você será responsável por todos os processos. Enquanto isso, trabalhando para uma imobiliária, o seu trabalho se restringe a apenas uma parte de todos esses processos e etapas de compra.

Trabalhar para empresas do ramo, é um serviço mais de atender telefones, mostrar imóveis e explicar como funciona a locação e a venda, passar documentação necessária, etc.

“No momento em que você começa a crescer no mercado, fica quase impossível trabalhar como autônomo, no que diz respeito à locação. Se o corretor trabalha só com vendas, muitas vezes consegue ficar como autônomo mesmo, já que não requer um acompanhamento mensal, por exemplo”, informou.

As tecnologias do mercado

Como o mercado muda dia após dia, óbvio que a tecnologia iria ajudar as pessoas. Sites e aplicativos já deixam mais fáceis a vida de muitas pessoas que trabalham na corretagem. “Com a entrada de aplicativos que ajudam a localizar melhor as ofertas, bem como os sites de busca que filtram bastante a procura para o cliente, já que contém várias fotos e informações dos imóveis, facilitando na escolha do mesmo e eliminando visitas desnecessárias. As placas nos imóveis continuam sendo uma ótima forma de divulgação também”.

O medo da tecnologia tomar o lugar dos corretores de imóveis não é algo que André se preocupa. Para ele, a tecnologia veio para ajudar a forma de trabalho e não roubar o emprego. “Muitos imóveis podem ser locados online mesmo, principalmente os residenciais. Estamos nos adaptando também frequentemente, atualmente os nossos clientes enviam cadastro online e assinam digitalmente os contratos. Mas os comerciais sempre vão precisar muito mais de uma assessoria de um corretor pois dependem de várias burocracias, como alvarás, por exemplo”.

Imóveis fáceis e imóveis difíceis de vender

O corretor de imóveis conta para a gente que os imóveis mais difíceis de vender são fazendas, pois sempre têm a alegria na compra e a outra alegria é a venda. Agora, o mais fácil, em geral, são os imóveis de valores menores. Eles costumam atrair mais clientes e ter mais procura, de maneira geral.

Momentos cômicos que vivenciou

Um momento bastante comum durante um processo de venda, é quando um imóvel fica muito tempo sem ninguém interessado e quando aparece uma pessoa querendo fechar negócio, aparece outro cliente na mesma semana também interessado. “Algo muito comum e curioso é um imóvel ficar um bom tempo pra vender ou alugar e quando aparece um cliente bem interessado, vem outro na mesma semana e fica aquela situação difícil de conciliar, pois um vai acabar sem o imóvel”.

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